PINHÃO – Amigos e familiares de Marcos Rodrigo da Silva, popularmente conhecido como DJ Urso, realizam neste domingo (25) uma carreata pelas ruas de Pinhão. A mobilização tem como principal objetivo cobrar respostas das autoridades sobre o atropelamento que tirou a vida de Marcos e deixou um primo gravemente ferido.
O caso ocorreu em 20 de setembro de 2025 e, passados cerca de quatro meses, a família afirma que ainda aguarda uma conclusão efetiva das investigações. A manifestação pretende sensibilizar a comunidade e reforçar o pedido por justiça.
Caso gerou comoção
Marcos Rodrigo morreu após ser atingido por um veículo, enquanto seu primo, Renato Gonçalves, também foi atropelado e sofreu ferimentos severos. Renato teve fraturas em diversas partes do corpo, incluindo crânio, clavícula, pescoço, perna e pé, permanecendo com sequelas que mudaram completamente sua rotina.
Conhecido em Guarapuava e região por seu trabalho como DJ, Marcos era uma pessoa bastante querida e tinha papel fundamental no sustento da família. Ele era o principal responsável pelos cuidados da mãe, já idosa, que dependia financeiramente dele.
Dor e indignação da família
Em relato emocionado, a irmã da vítima, Emanoelly Cristina da Silva, afirma que a família vive um período de sofrimento constante desde a tragédia.
“Nossa vida parou. Perdemos meu irmão de forma brutal, não houve socorro e seguimos sem respostas. É uma dor que não passa”, desabafou.
Segundo ela, o sentimento de impunidade aumenta a angústia dos familiares, que não aceitam ver o caso cair no esquecimento.
Apuração policial
A Polícia Civil investiga o envolvimento de um casal morador de Pinhão no atropelamento. Durante diligências, os policiais localizaram uma caminhonete Nissan Frontier prata, apontada como o veículo envolvido no ocorrido.
De acordo com a família, quando o automóvel foi encontrado, o para-brisa já havia sido retirado e encaminhado para reparos, o que levanta suspeitas de tentativa de eliminar vestígios do impacto.
Manifestação por justiça
A carreata organizada para este domingo não será apenas um ato simbólico, mas um pedido coletivo por esclarecimentos e responsabilização. Os familiares reforçam que não buscam vingança, mas sim que o caso seja tratado com a seriedade que merece.
“Queremos justiça, queremos respostas. Que ninguém passe pelo que estamos passando”, reforçou Emanoelly.
A concentração da carreata deve reunir amigos, conhecidos e moradores solidários à causa, em um gesto de memória e cobrança por justiça.

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